Perder ou ter o cartão de vale transporte roubado é uma situação que gera transtorno tanto para o colaborador quanto para o setor de RH. Sem o cartão, o funcionário fica impossibilitado de utilizar o transporte público com o benefício, e a empresa precisa agir rapidamente para solicitar a segunda via junto à operadora. Neste guia completo, explicamos o passo a passo para solicitar a segunda via nas principais operadoras do Brasil — Bilhete Único, RioCard, Cartão BOM, URBS e outras — além de esclarecer questões sobre custos, prazos, responsabilidades legais e como a Otimiza.pro pode simplificar todo esse processo.
Perda ou Roubo do Cartão: O Que Fazer Imediatamente
O primeiro passo ao identificar a perda, roubo ou dano do cartão de vale transporte é realizar o bloqueio imediato. Isso impede que terceiros utilizem os créditos disponíveis no cartão. A maioria das operadoras oferece canais de bloqueio por telefone, site ou aplicativo, e o procedimento deve ser feito o mais rápido possível.
Após o bloqueio, o saldo existente no cartão fica congelado e será transferido para a segunda via quando o novo cartão for emitido. É importante que o colaborador comunique a perda ao RH da empresa no mesmo dia, para que o departamento inicie o processo de solicitação da segunda via junto à operadora.
Em caso de roubo, é recomendável registrar um Boletim de Ocorrência (BO). Algumas operadoras podem solicitar o BO como parte da documentação para emissão da segunda via, especialmente quando há pedido de isenção da taxa de emissão.
Passo a Passo Geral para Solicitar a Segunda Via
Embora cada operadora tenha particularidades, o fluxo geral para solicitar a segunda via do cartão de vale transporte segue etapas semelhantes em todo o Brasil:
- Bloqueio imediato do cartão: Via telefone, site ou app da operadora. O colaborador ou o RH da empresa pode realizar o bloqueio
- Comunicação ao RH: O colaborador informa a perda ao departamento de recursos humanos, que registra a ocorrência
- Solicitação da segunda via: O RH acessa o portal corporativo da operadora e solicita a emissão de um novo cartão vinculado ao mesmo CPF
- Pagamento da taxa de emissão: A maioria das operadoras cobra uma taxa para emissão da segunda via, que varia de R$ 5,00 a R$ 20,00
- Retirada ou entrega do novo cartão: Dependendo da operadora, o cartão pode ser retirado em um posto de atendimento ou entregue na empresa
- Transferência de saldo: O saldo do cartão bloqueado é automaticamente transferido para o novo cartão
Bilhete Único (SPTrans — São Paulo)
O Bilhete Único é o principal cartão de transporte público da cidade de São Paulo, operado pela SPTrans. Para empresas, a solicitação da segunda via do Bilhete Único VT segue um processo bem definido:
- Canal de bloqueio: Central de atendimento SPTrans (156) ou portal corporativo online
- Solicitação: Pelo portal corporativo da SPTrans, na área de gestão de cartões VT. O RH seleciona o colaborador e solicita a emissão de segunda via
- Taxa: A SPTrans cobra uma taxa de emissão que varia conforme o tipo de cartão. O valor é atualizado anualmente
- Prazo: A segunda via fica disponível em até 5 dias úteis após a solicitação
- Retirada: O novo cartão pode ser retirado em postos de atendimento da SPTrans ou em terminais de ônibus
- Saldo: Os créditos do cartão anterior são transferidos automaticamente após o bloqueio
Para empresas com grande volume de colaboradores em São Paulo, é recomendável manter um estoque de cartões reserva junto à SPTrans, evitando que funcionários fiquem dias sem o benefício.
RioCard (Rio de Janeiro)
O RioCard é utilizado em todo o estado do Rio de Janeiro, abrangendo ônibus, metrô, trens, barcas e BRT. O processo de segunda via para cartões corporativos funciona da seguinte forma:
- Canal de bloqueio: Central de atendimento RioCard (4002-6060) ou site riocard.com
- Solicitação: Pelo portal corporativo RioCard Mais, na seção de gestão de beneficiários. O RH pode solicitar a segunda via diretamente pelo sistema
- Taxa: O RioCard cobra taxa de emissão que varia entre R$ 8,00 e R$ 15,00, dependendo do tipo de cartão
- Prazo: O prazo médio é de 7 a 10 dias úteis para emissão e disponibilização do novo cartão
- Retirada: Em lojas RioCard, estações de metrô ou terminais rodoviários
- Saldo: Após o bloqueio, o saldo é preservado e migrado para o novo cartão automaticamente
No Rio de Janeiro, é importante observar que o RioCard possui diferentes versões (RioCard Mais, Giro, VT), e o procedimento pode variar ligeiramente conforme o tipo de cartão emitido pela empresa.
Cartão BOM (EMTU — SP Metropolitana)
O Cartão BOM é utilizado no transporte metropolitano de São Paulo, operado pela EMTU. Ele atende cidades como Guarulhos, Osasco, Santo André, São Bernardo do Campo e toda a região metropolitana. Para a segunda via:
- Canal de bloqueio: Central EMTU (0800-724-0555) ou site emtu.sp.gov.br
- Solicitação: O empregador solicita pelo portal corporativo da EMTU, informando o CPF do colaborador e o motivo da segunda via
- Taxa: A EMTU cobra taxa de emissão, geralmente entre R$ 5,00 e R$ 10,00
- Prazo: De 5 a 15 dias úteis, dependendo da localidade e do volume de solicitações
- Retirada: Em postos de atendimento EMTU ou terminais metropolitanos
- Saldo: Transferido automaticamente após confirmação do bloqueio do cartão original
URBS (Curitiba)
O cartão da URBS é utilizado no transporte público de Curitiba e região metropolitana. O sistema curitibano é reconhecido pela eficiência, e o processo de segunda via segue padrões bem organizados:
- Canal de bloqueio: Central URBS (41 3320-3131) ou site urbs.curitiba.pr.gov.br
- Solicitação: O RH solicita pelo sistema corporativo da URBS, anexando a documentação do colaborador
- Taxa: Variável, geralmente entre R$ 7,00 e R$ 12,00
- Prazo: De 5 a 10 dias úteis
- Retirada: Nas lojas da URBS ou terminais de ônibus
- Saldo: Preservado e transferido mediante bloqueio prévio do cartão anterior
Outras Operadoras: VEM, GIRO, TOP e Orientações Gerais
Além das operadoras já citadas, diversas cidades brasileiras possuem seus próprios sistemas de bilhetagem eletrônica, cada um com procedimentos específicos para segunda via:
- VEM (Recife): O Cartão VEM é operado pelo Grande Recife Consórcio de Transporte. A segunda via pode ser solicitada pelo site ou nos postos de atendimento. O prazo médio é de 10 dias úteis e há taxa de emissão
- GIRO (Belo Horizonte): Operado pela BHTrans, o Cartão GIRO permite bloqueio e solicitação de segunda via pelo app ou site. O prazo é de 5 a 7 dias úteis
- TOP (São Paulo): O Cartão TOP é utilizado no metrô e trens da CPTM em São Paulo. A segunda via pode ser solicitada nas bilheterias das estações ou pelo site. O saldo é transferido automaticamente após o bloqueio
Para operadoras de cidades menores, a orientação geral é: entre em contato com o órgão de transporte municipal, solicite o bloqueio imediato e verifique o procedimento específico de segunda via. A maioria dos sistemas modernos já permite o gerenciamento online, facilitando o trabalho do RH.
Responsabilidade do Empregador: Quem Paga a Segunda Via?
A legislação brasileira sobre vale transporte (Lei 7.418/1985 e Decreto 10.854/2021) estabelece que o empregador é obrigado a fornecer o vale transporte ao colaborador, mas não aborda especificamente a questão da segunda via. Na prática, a responsabilidade pelo custo da segunda via costuma seguir estas diretrizes:
- Perda por culpa do colaborador: A empresa pode descontar o valor da taxa de emissão da segunda via em folha de pagamento, desde que haja previsão em regulamento interno ou acordo coletivo
- Defeito de fabricação: Quando o cartão apresenta defeito, a operadora é obrigada a substituir gratuitamente, sem custo para o empregador ou o colaborador
- Roubo com BO: Algumas convenções coletivas prevê que, em caso de roubo comprovado por BO, o custo da segunda via seja arcado pela empresa
- Convenções coletivas: É fundamental consultar a convenção coletiva da categoria, pois muitas estabelecem regras específicas sobre quem arca com o custo da segunda via
Independentemente de quem paga a taxa, o empregador não pode deixar o colaborador sem o benefício do vale transporte. Enquanto a segunda via não estiver pronta, a empresa deve fornecer alternativa para que o funcionário consiga se deslocar até o trabalho.
Período sem Cartão: Saldo e Deslocamento
Uma das maiores preocupações quando o cartão é perdido é o que acontece durante o período de espera pela segunda via. Existem algumas situações comuns e suas soluções:
- Saldo preservado: Na maioria das operadoras, o saldo é congelado no momento do bloqueio e transferido integralmente para o novo cartão. O colaborador não perde os créditos já carregados
- Recargas programadas: Se houver recarga programada para o período, ela será direcionada para o novo cartão assim que ele for ativado. Recargas feitas no cartão antigo após o bloqueio são automaticamente redirecionadas
- Alternativa temporária: Algumas operadoras oferecem cartões provisórios ou bilhetes temporários enquanto a segunda via é produzida. Verifique a disponibilidade com a operadora local
- Reembolso pelo empregador: Caso não haja alternativa temporária, a empresa pode fornecer vale em dinheiro ou reembolso de passagens pagas pelo colaborador no período. Esse valor deve ser registrado e tratado conforme a legislação trabalhista
Como a Otimiza.pro Simplifica a Gestão de Segunda Via
Gerenciar a segunda via de cartões de vale transporte em empresas com dezenas ou centenas de colaboradores é uma tarefa que consome tempo e exige controle rigoroso. A Otimiza.pro oferece uma plataforma centralizada que simplifica todo o processo:
- Bloqueio rápido e centralizado: Pelo painel da Otimiza.pro, o RH pode solicitar o bloqueio do cartão em qualquer operadora do Brasil com poucos cliques, sem precisar acessar múltiplos portais
- Solicitação automatizada de segunda via: A plataforma gera automaticamente a solicitação de segunda via junto à operadora correspondente, preenchendo toda a documentação necessária
- Acompanhamento de status: O RH pode acompanhar em tempo real o status de cada solicitação — bloqueio confirmado, segunda via em produção, cartão disponível para retirada
- Histórico e auditoria: Todas as ocorrências de perda, roubo e segunda via ficam registradas no sistema, facilitando auditorias e controle de custos
- Multi-operadora: Empresas com colaboradores em diferentes cidades gerenciam tudo em um único painel, independentemente da operadora — Bilhete Único, RioCard, BOM, URBS, TOP e outras
Com a Otimiza.pro, o tempo médio para resolver uma ocorrência de segunda via cai de vários dias para poucas horas, reduzindo o impacto na rotina do colaborador e no trabalho do departamento de RH.
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Falar com EspecialistaPerguntas Frequentes
Quem paga a segunda via do cartão de vale transporte?
A legislação não especifica diretamente quem deve arcar com o custo. Na prática, quando a perda é por culpa do colaborador, muitas empresas descontam o valor em folha. Quando o cartão apresenta defeito de fabricação, a operadora substitui gratuitamente. Convenções coletivas podem estabelecer regras específicas para cada categoria.
Quanto tempo demora para receber a segunda via do cartão de vale transporte?
O prazo varia conforme a operadora. No Bilhete Único SP, a segunda via fica pronta em até 5 dias úteis. No RioCard, o prazo é de 7 a 10 dias úteis. No Cartão BOM e URBS, o prazo médio é de 5 a 15 dias úteis. Em todos os casos, o saldo do cartão anterior é transferido automaticamente após o bloqueio.
O saldo do cartão perdido é transferido para a segunda via?
Sim, na maioria das operadoras o saldo é preservado e transferido para o novo cartão, desde que o cartão original tenha sido bloqueado antes de qualquer uso indevido. É fundamental solicitar o bloqueio imediatamente após a perda ou roubo para garantir a preservação dos créditos.