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Cartão TOP para empresas: como comprar o vale-transporte e roteirizar os trajetos no metrô, na CPTM e na EMTU em São Paulo

Atualizado em 19 de Outubro, 2026 13 min de leitura Anderson Belem
Cartão TOP SP para empresas: metrô e CPTM corporativo

A empresa compra o vale-transporte do TOP como crédito no cartão de cada colaborador, que é vinculado ao CPF dele. Na área para empresas, o site do TOP encaminha o cadastro e o pedido ao portal indicado pelo próprio TOP. O crédito leva até 3 dias úteis para compensar e só entra no cartão quando o colaborador o aproxima de um validador.

O que é o TOP, quem opera e onde vale

O TOP é o cartão de transporte da Região Metropolitana de São Paulo. Ele vale nos ônibus intermunicipais e nos trilhos do Metrô e da CPTM, com desconto quando a viagem integra ônibus e trilho. A marca é administrada pela Autopass S.A. As tarifas e as regras de integração são fixadas pelo Governo do Estado, por resoluções da Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM).

Os ônibus intermunicipais eram geridos pela EMTU, em liquidação desde 2025; hoje quem regula esse sistema é a ARTESP.

Segundo a central de ajuda do TOP, o cartão vale:

O Bilhete Único é outro cartão: é da SPTrans, da Prefeitura de São Paulo, paga os ônibus municipais da capital e também vale nos trilhos. A central do TOP não lista os ônibus da SPTrans entre os lugares onde o TOP vale. Nos terminais Sacomã e Grajaú, a integração entre ônibus intermunicipal e municipal usa os dois cartões juntos no validador; em Sacomã, só vale entre cartões do mesmo tipo.

O que aconteceu com o Cartão BOM

O BOM era o cartão dos ônibus metropolitanos. A troca pelo TOP começou em novembro de 2021, pelo vale-transporte comprado pelas empresas, e o site do TOP informa que as operações do BOM foram descontinuadas em abril de 2023. Segundo a EMTU, a função de vale-transporte foi mantida no TOP.

Quem ainda tem BOM pode usar o saldo até acabar, porque ele não vence, mas não pode transferi-lo para o TOP. A segunda via do BOM só sai para cartão com saldo, por pedido de e-mail à Autopass, com taxa de R$ 50,88 no BOM Vale-Transporte (central do TOP, página editada em 28/09/2026). Crédito novo de VT vai para o TOP.

Como a empresa compra o VT no TOP

O que é público

  1. O crédito vai para o cartão do colaborador. O cartão é vinculado ao CPF, o que, segundo a central do TOP, "permite que a empresa faça a compra do saldo de vale-transporte diretamente para o cartão do funcionário". Cada pessoa pode ter um só cartão TOP, e o VT fica numa carteira separada, chamada V. TRANSPORTE.
  2. O colaborador pede o próprio cartão. Pelo app, com entrega por R$ 29,90 em até 6 dias úteis, ou num posto de emissão, onde o cartão sai na hora, com documento com foto e comprovante de residência (central do TOP, outubro de 2026).
  3. O site do TOP leva a empresa a um portal de pedidos. O fluxo descrito nele: cadastrar os funcionários, criar o pedido e pagar o boleto.
  4. Pode haver empresa credenciada. O termo do cartão TOP prevê crédito comprado pelo usuário, pelo empregador, no caso do VT, ou por empresa credenciada.

O que a empresa precisa confirmar por escrito

O TOP não publica estas regras. Antes do primeiro pedido, confirme com a Autopass (comercial@autopass.com.br) ou com o portal indicado pelo TOP:

Sobre taxa, o Decreto 10.854/2021 manda a operadora vender o VT "ao preço da tarifa pública vigente", sem repassar à tarifa o custo dessa venda (art. 119). Em 2022, a cobrança de 4% sobre o VT do sistema metropolitano foi contestada na Justiça; a situação atual dessa cobrança não está publicada. O decreto também manda comprar o VT antecipadamente, limitado à quantidade estritamente necessária (art. 124), com recibo que traga o CNPJ da empresa (art. 126).

Validação, prazo de 3 dias úteis e saldo que não aparece no app

A central do TOP informa que a recarga feita pela empresa "pode levar até 3 dias úteis para compensar". Depois, o colaborador precisa aproximar o cartão de um validador online, nas estações da CPTM e do Metrô, nos terminais da ARTESP ou nos ônibus. Sem essa validação, o VT não é gravado no cartão.

Três detalhes evitam chamados no RH:

O benefício é pessoal e intransferível. O TOP usa biometria facial e pode bloquear o benefício em caso de uso fora do padrão, e o decreto trata declaração falsa e uso indevido do VT como falta grave (art. 112). Nos reajustes, o crédito antigo tem prazo: no de 06/01/2026, o crédito comprado até 05/01/2026 valeu pelo preço antigo por até 180 dias, só na CPTM e no Metrô.

Como roteirizar os trajetos de VT na Grande São Paulo

Roteirizar é definir, para cada colaborador, o cartão de cada trecho. Veja também a roteirização de VT em São Paulo. O Decreto 10.854/2021 manda comprar o VT "em quantidade e tipo de serviço que melhor se adequar ao deslocamento" (art. 124) e diz que as reduções por integração não são consideradas descontos (art. 125). Por isso a tarifa integrada vale para o cálculo.

Qual cartão em cada ponta

Quem decide o cartão é o ônibus de cada ponta. Nos trilhos, o TOP e o Bilhete Único cobram o mesmo.

Trecho do colaboradorCartão
Só metrô e tremTOP ou Bilhete Único
Ônibus municipal da capital (SPTrans), com ou sem trilhoBilhete Único
Ônibus intermunicipal (ARTESP), com ou sem trilhoTOP
Ônibus intermunicipal e ônibus municipal da capitalTOP e Bilhete Único

VT e tarifa comum por sistema

Tarifas vigentes desde 06/01/2026:

SistemaTarifa comumTarifa VTDiferença
Metrô e trens (Metrô, CPTM e concessionárias)R$ 5,40R$ 5,92R$ 0,52
Ônibus da SPTransR$ 5,30R$ 5,82R$ 0,52
Bilhete Único, ônibus e trilho integradosR$ 9,38R$ 11,32R$ 1,94
Ônibus intermunicipal da ARTESPtarifa da linhaigual à comumnenhuma
Corredor ABDR$ 6,35R$ 6,35nenhuma

No Bilhete Único, a integração também muda com o VT. Na tarifa comum, os R$ 9,38 cobrem até 3 ônibus em 3 horas e 1 embarque no trilho nas 2 primeiras horas. No VT, os R$ 11,32 cobrem 1 ônibus e 1 trilho. Se o trajeto tiver dois ônibus municipais e um trilho, confirme com a SPTrans como fica a cobrança.

Intermunicipal e trilho: o desconto de R$ 1,50

No TOP, a viagem que combina ônibus intermunicipal e trilho tem desconto de R$ 1,50 na tarifa do segundo modal, com até 3 horas entre os embarques (Resolução STM nº 19, de 30/12/2025, vigente desde 06/01/2026). O exemplo da central do TOP: R$ 7,35 de ônibus mais R$ 5,40 de trilho dá R$ 12,75; com o desconto, R$ 11,25.

A tabela da ARTESP, linha por linha

A tarifa intermunicipal muda de linha para linha. A fonte é o Relatório Tarifário da ARTESP para a Região Metropolitana de São Paulo, vigente desde 06/01/2026, que traz por linha a tarifa, o pedágio quando existe, a parcela da integração com trilhos e a "tarifa pagamento com VT". Nela:

Exemplos calculados com as tarifas de 2026

Contas por sentido e por dia (ida e volta), feitas com as tarifas oficiais da SPTrans e da ARTESP vigentes desde 06/01/2026.

  1. Só trilhos. CPTM com transferência gratuita para o Metrô: VT de R$ 5,92 por sentido e R$ 11,84 por dia, no TOP ou no Bilhete Único.
  2. Ônibus da SPTrans e metrô. Bilhete Único com integração VT: R$ 11,32 por sentido e R$ 22,64 por dia. Na tarifa comum, seriam R$ 9,38 por sentido.
  3. Só ônibus intermunicipal. Linha 052, de Osasco (Jardim Elvira) à Lapa: R$ 7,05 por sentido, com ou sem VT, e R$ 14,10 por dia, no TOP.
  4. Ônibus intermunicipal e metrô. Linha 016, de Guarulhos (Terminal Metropolitano Taboão) ao Metrô Armênia: R$ 11,25 na tarifa comum e R$ 11,77 com VT, por sentido. Com VT, são R$ 23,54 por dia, no TOP.
  5. Intermunicipal, metrô e ônibus da SPTrans. O mesmo colaborador de Guarulhos pega, depois do metrô, um ônibus municipal até o trabalho. Há duas formas de pagar:
    • TOP no ônibus intermunicipal e no metrô (R$ 11,77) e Bilhete Único VT no ônibus municipal (R$ 5,82): R$ 17,59 por sentido;
    • TOP só no ônibus intermunicipal (R$ 7,35) e Bilhete Único VT integrado no metrô e no ônibus municipal (R$ 11,32): R$ 18,67 por sentido.

    A primeira forma custa R$ 1,08 a menos por sentido, ou R$ 2,16 por dia. Ressalva: confirme com a SPTrans a regra do Bilhete Único sobre o sentido da integração antes de usar esse cálculo.

Erros comuns na compra do VT do TOP

Onde a Otimiza entra

A Otimiza faz a roteirização de cada colaborador com as tarifas oficiais vigentes: define o cartão de cada trecho (TOP, Bilhete Único ou os dois) e o valor do VT. No Otimiza Rotas do Transporte Público, o sistema gera a rota e a apresenta ao colaborador, que decide: é ele quem informa os meios de transporte mais adequados ao seu deslocamento, como prevê o Decreto 10.854/2021 (art. 112, II). Na Otimiza, a roteirização gera economia de 35% em média no vale-transporte. A gestão de VT da Otimiza gera economia de 40% em média. Os dois números não se somam.

Para ver esse cálculo aplicado à sua equipe, fale com um especialista da Otimiza.

A Otimiza.pro faz a roteirização pré-admissional e a admissional de vale-transporte sem custo para os clientes do Otimiza VT Pro. Na roteirização de base, que redesenha os trajetos de quem já está na empresa, a Otimiza.pro cobra 20% da economia anual apurada no fechamento, sem mensalidade, sem setup e sem implantação. Para as demais empresas, a Otimiza.pro vende a roteirização admissional por assinatura, em pacotes a partir de R$ 147,20 por mês, com fidelidade de 12 meses, e cobra a avulsa a R$ 9,90 por rota. Preços em vigor em 21 de outubro de 2026.

A Otimiza.pro atua em todas as operadoras de vale-transporte do Brasil e centraliza a compra numa única conta. O custo total é de 1% de taxa de administração sobre a compra e 10% sobre a economia efetivamente apurada, sem mensalidade. A implantação não é cobrada e é feita com assistência humana, e o suporte também é humano. A roteirização usa sistema próprio, e a gestão inteligente de vale-transporte, a gestão de saldos, foi criada por Anderson Belem, fundador da Otimiza.pro, em 2008, quando ele atuava na Riocard.

No Otimiza VT Pro, o cupom 1MESGRATIS tira a taxa de administração dos primeiros 30 dias: vale só para conta nova, uma vez por conta corporativa, e os 10% sobre a economia seguem valendo.

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Perguntas frequentes

A empresa precisa emitir um cartão TOP para cada colaborador?

Não, pelas regras publicadas. O colaborador pede o próprio cartão, vinculado ao CPF, e a empresa compra o crédito de VT para ele.

Em quanto tempo o VT comprado pela empresa fica disponível?

A compensação leva até 3 dias úteis, segundo a central do TOP. Depois, o colaborador aproxima o cartão de um validador para gravar o crédito.

O colaborador vê o saldo do VT no app TOP?

Hoje não. Esse saldo está temporariamente indisponível no aplicativo, e a consulta é feita nos validadores e nas máquinas de autoatendimento.

O TOP vale nos ônibus da SPTrans?

A central do TOP não lista a SPTrans entre os lugares onde o cartão vale. Nos ônibus municipais da capital, o cartão é o Bilhete Único.

Para quem só usa metrô e trem, é melhor o TOP ou o Bilhete Único?

Tanto faz: desde 06/01/2026, os dois cobram nos trilhos R$ 5,92 com VT e R$ 5,40 na tarifa comum.

O VT custa o mesmo que a passagem comum?

Depende do sistema. Desde 06/01/2026, o VT custa R$ 0,52 a mais no metrô, nos trens e nos ônibus da SPTrans. No ônibus intermunicipal, a tarifa com VT é igual à comum.

O que fazer com o saldo do antigo cartão BOM?

Usar até acabar: ele não vence, mas não pode ser transferido para o TOP. Os créditos novos de VT vão para o cartão TOP.

Há taxa na compra de VT do TOP?

O TOP não publica essa informação. Pergunte por escrito à Autopass. O Decreto 10.854/2021 manda vender o VT ao preço da tarifa pública vigente (art. 119).

Fontes

Operadora e cartão TOP

Tarifas e integrações (vigência 06/01/2026)

Lei e contexto

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