Existem dezenas de sistemas de ponto eletrônico no Brasil e quase todos prometem a mesma coisa: conformidade, app, geolocalização. A diferença aparece em dois lugares que ninguém coloca na vitrine — quanto custa e o que a lei brasileira exige. Comparamos 10 soluções em 2026 e o achado mais útil foi este: metade não publica o preço. Você precisa falar com um vendedor para saber quanto paga.
Tabela comparativa: 10 sistemas de ponto eletrônico em 2026
A primeira coisa a comparar não é funcionalidade — é se você consegue descobrir o preço sem agendar reunião. Esta tabela responde só isso, com o que cada página oficial publicava em 18/08/2026.
| Sistema | Publica o preço? | O que a página oficial informa |
|---|---|---|
| Otimiza no Ponto | Sim, os dois | R$ 3,90 a R$ 1,40 por funcionário/mês; R$ 5,90 a R$ 2,20 com reconhecimento facial e liveness |
| Genyo | Sim | R$ 6,90/colab. (1–10), R$ 5,78 (26–50), R$ 4,69 (51–100); anual com 20% de desconto |
| TiqueTaque | Parcialmente | Plano gratuito publicado; pagos a partir de R$ 57,40/mês (Go) e R$ 282,40/mês (Hub) |
| PontoMais (VR RH Digital) | Parcialmente | Preço inicial de R$ 69/mês; sem versão gratuita e sem teste grátis |
| Jibble | Parcialmente | Plano gratuito para usuários ilimitados; valores dos planos pagos não publicados |
| Pontotel | Não | Planos Essencial, Estratégico e Enterprise sem valor por colaborador |
| Oitchau | Não | Campos de preço em branco no Controle de Ponto; gratuito só no produto de Timesheets, até 5 usuários |
| Sólides Ponto (ex-Tangerino) | Não | Planos listados sem valor; a página encaminha para demonstração |
| Ahgora (linha TOTVS RH) | Não | Licenciamento com taxa de implantação e mensalidade variável por nº de funcionários e dispositivo |
| Secullum | Não | Licença por faixa de funcionários, vendida por revendas; contrato mínimo de 12 meses |
Cinco dos dez não publicam quanto custam. Não é acidente: preço fechado permite cobrar diferente de cada cliente. Só não ajuda quem precisa orçar antes de abrir uma negociação.
O que a lei brasileira exige de um sistema de ponto
Antes de comparar recurso, vale aplicar o filtro que elimina metade das opções — inclusive algumas gratuitas e muito boas. Empresas com mais de 20 empregados são obrigadas a manter controle de jornada (art. 74, §2º da CLT), e a Portaria MTP 671/2021 define como esse controle pode ser feito.
- REP-P — registrador eletrônico de ponto via programa, a modalidade digital. É software: não exige comprar relógio. (Não existe "REP-P homologado": a certificação do INMETRO vale para o REP-C, o equipamento físico. O REP-P exige registro do programa no INPI e Atestado Técnico do desenvolvedor.)
- AFD — Arquivo-Fonte de Dados: guarda as batidas originais e invioláveis, exatamente como foram registradas. É o primeiro arquivo que um auditor pede, porque é o que não pode ter sido editado.
- AEJ — Arquivo Eletrônico de Jornada: o arquivo já tratado, com o cálculo da jornada. É etapa separada de propósito — o cálculo nunca toca o arquivo original.
- Assinatura PAdES (Portaria 1.486/2022): garante integridade dos comprovantes eletrônicos.
- Retenção por 5 anos e base legal de LGPD para os dados de jornada e biometria.
Este é o ponto que separa uma ferramenta de time tracking de um sistema de ponto brasileiro. Há excelentes ferramentas globais gratuitas que registram horas — mas não geram AFD nem AEJ, e não é isso que a fiscalização pede.
Onde o Otimiza no Ponto se diferencia
Somos uma das dez soluções desta lista, então aqui está a comparação direta — nas dimensões em que a diferença é verificável nas páginas oficiais dos outros. Um aviso de transparência antes da tabela: até 23 de agosto de 2026 o registro base do Otimiza no Ponto era gratuito. Desde 24 de agosto ele é cobrado por funcionário/mês, em duas tabelas — e continua sendo o menor preço por colaborador publicado entre os dez comparados.
| Faixa de funcionários | Sem reconhecimento facial | Com facial + liveness |
|---|---|---|
| Até 5 | R$ 3,90 | R$ 5,90 |
| 6 a 19 | R$ 3,40 | R$ 5,20 |
| 20 a 49 | R$ 2,40 | R$ 3,70 |
| 50 a 149 | R$ 1,90 | R$ 2,90 |
| 150 a 1.000 | R$ 1,40 | R$ 2,20 |
| Acima de 1.000 | Sob consulta | Sob consulta |
O que segue mantém os mesmos recursos de antes; o que mudou foi a etiqueta.
| O que a sua empresa precisa | Otimiza no Ponto | O que o mercado publica |
|---|---|---|
| Menor preço por colaborador publicado | R$ 3,90 a R$ 1,40 por funcionário/mês, sem taxa de adesão | PontoMais: a partir de R$ 69/mês. Genyo: R$ 4,69 a R$ 6,90 por colaborador/mês — o menor valor publicado por um concorrente da lista. |
| Conformidade brasileira nas duas tabelas (REP-P, AFD, AEJ, PAdES) | Incluída | Jibble: a página em português não menciona Portaria 671, REP-P, AFD nem AEJ. |
| Geolocalização (GPS) já na tabela mais barata | Incluída | TiqueTaque: registro geolocalizado por app aparece apenas nos planos pagos. |
| Banco de horas já na tabela mais barata | Incluído | TiqueTaque: banco de horas aparece apenas nos planos pagos. |
| Relatórios gerenciais já na tabela mais barata | Incluídos | TiqueTaque: relatórios gerenciais aparecem apenas nos planos pagos. |
| Saber o preço antes de falar com vendas | Publicado no site — as duas tabelas por faixa, com e sem reconhecimento facial | Pontotel, Oitchau, Sólides, Ahgora e Secullum não publicam valor por colaborador. |
| Sem taxa de implantação | Não há | Ahgora: o licenciamento inclui taxa de implantação, conforme material oficial da linha TOTVS RH. |
| Reconhecimento facial com IA anti-fraude e liveness | A partir de R$ 2,20 por funcionário/mês, com tabela por faixa publicada | TiqueTaque e Genyo oferecem facial como complemento pago, sem valor publicado. |
As 10 soluções, uma a uma
1. Otimiza no Ponto
Ponto eletrônico digital da Otimiza.pro. Cobrado por funcionário/mês, de R$ 3,90 a R$ 1,40 conforme a faixa, sem taxa de adesão e sem limite de colaboradores. Nessa tabela: registro por app mobile (Android e iOS), navegador ou QR Code; geolocalização com cerca eletrônica; selfie no registro; cálculo de jornada e banco de horas; relatórios; AFD e AEJ no formato exigido pela fiscalização; conformidade REP-P (Portaria MTP 671/2021 + assinatura PAdES); integração com TOTVS, SAP, Sênior e ADP. A segunda tabela acrescenta reconhecimento facial com liveness e IA anti-fraude e vai de R$ 5,90 a R$ 2,20 por funcionário/mês. Até 23 de agosto de 2026 o registro base era gratuito; desde 24 de agosto, o gratuito da casa é a planilha de controle de ponto, que organiza a jornada mas não substitui o sistema para fins da Portaria 671.
Melhor para: quem quer o menor custo por colaborador com a conformidade brasileira inteira dentro.
2. Pontotel
Uma das marcas mais visíveis do setor, com forte presença editorial. Oferece reconhecimento facial, prova de vida e detecção de GPS falso. Os planos publicados são Essencial, Estratégico e Enterprise — sem valor por colaborador na página de planos; o preço sai por contato comercial.
Melhor para: empresas que já vão passar por processo comercial e querem proposta desenhada.
3. PontoMais (VR RH Digital)
Solução SaaS tradicional do mercado brasileiro, hoje dentro do grupo VR, integrada à plataforma VR RH Digital. Não tem versão gratuita nem teste grátis, e o preço inicial publicado é de R$ 69/mês. Cobre biometria, geolocalização, banco de horas e integração com folha.
Melhor para: quem já é cliente VR e quer o ponto dentro do mesmo ecossistema.
4. Sólides Ponto (ex-Tangerino)
O Tangerino foi adquirido pela Sólides e hoje opera como Sólides Ponto, dentro de uma suíte maior de RH e DP. Gestão de escalas e turnos, banco de horas e relatórios. A página de planos lista Ponto + Jornada do DP, Performance, PRO e Completo, sem publicar valores — o caminho é demonstração ou teste.
Melhor para: quem quer ponto acoplado a uma suíte de gestão de pessoas.
5. TiqueTaque
É a opção gratuita mais conhecida do mercado brasileiro. O plano FreeForever inclui registro por aplicativo, registro com foto via web, horas extras, solicitações de ajuste e fechamento de ponto. Geolocalização, banco de horas, escalas e relatórios gerenciais ficam nos planos pagos, a partir de R$ 57,40/mês (Go); o plano Hub, com aparelho biométrico, parte de R$ 282,40/mês. Reconhecimento facial é complemento pago à parte.
Melhor para: times pequenos, presenciais, que não dependem de GPS.
6. Genyo
O mais transparente da lista depois de nós: publica a tabela completa por faixa. No plano mensal, R$ 6,90 por colaborador (1–10), R$ 5,78 (26–50) e R$ 4,69 (51–100); o plano anual tem 20% de desconto. Não há plano gratuito permanente — o que existe é teste sem compromisso.
Melhor para: quem quer preço previsível por colaborador e sabe exatamente o próprio porte.
7. Oitchau
Controle de ponto e gestão de escalas, com verificação por GPS, Wi-Fi e Bluetooth. Na página de planos, os campos de valor do Controle de Ponto estão em branco, e os planos Professional e Enterprise são dimensionados para 250+ e 500+ colaboradores. Há um plano gratuito, mas no produto de Timesheets e limitado a 5 usuários.
Melhor para: operações grandes, com escala complexa e negociação corporativa.
8. Ahgora (linha TOTVS RH)
Marca consolidada, hoje na linha TOTVS RH. Registro por navegador, tablet, smartphone, biometria ou relógio físico. O modelo é licenciamento com taxa de implantação mais mensalidade variável conforme o número de funcionários e o tipo de dispositivo de coleta — sem valor publicado.
Melhor para: empresas que já rodam TOTVS e querem o ponto dentro do mesmo contrato.
9. Secullum
Empresa gaúcha tradicional, forte no segmento industrial e em operações com controle de acesso. Oferece hardware (relógios REP-C) e software. O modelo é licença por faixa de funcionários — 30, 200, 400, até ilimitado — comercializada por revendas autorizadas, com contrato mínimo de 12 meses. O fabricante não publica tabela de preço; os valores circulam nas revendas.
Melhor para: indústrias, hospitais e operações com portaria e controle de acesso físico.
10. Jibble
Ferramenta global de controle de horas, com plano free forever para usuários ilimitados, incluindo registro por celular e web, GPS, reconhecimento facial, modo offline, quiosque compartilhado e relatórios básicos. É a oferta gratuita mais generosa da lista em recursos. A ressalva é jurídica, não técnica: a página brasileira não menciona Portaria 671, REP-P, AFD nem AEJ. Para uma empresa com mais de 20 empregados no Brasil, é exatamente esse pacote que a fiscalização pede.
Melhor para: times remotos e projetos, onde a exigência é medir horas, não provar jornada CLT.
Quanto custa um sistema de ponto eletrônico em 2026
Com os dados publicados acima, o mercado se organiza em quatro modelos de cobrança:
- Por colaborador/mês — Genyo publica de R$ 4,69 a R$ 6,90 conforme a faixa.
- Mensalidade fixa por plano — TiqueTaque a partir de R$ 57,40/mês; PontoMais a partir de R$ 69/mês. Nesses casos o custo não sobe linearmente com a equipe, mas o plano de entrada tem limites.
- Licença + implantação — Ahgora e Secullum. Aqui entra taxa de implantação, faixa de funcionários e, no caso do Secullum, contrato mínimo de 12 meses.
- Sob consulta — Pontotel, Oitchau e Sólides. Só há preço depois da reunião comercial.
Duas armadilhas de orçamento aparecem sempre. A primeira é comparar o valor de entrada em vez do custo de 12 meses com o número real de colaboradores. A segunda é o reconhecimento facial: na maioria das soluções ele é complemento pago, então o preço anunciado raramente é o preço com anti-fraude ligado.
Como escolher o sistema de ponto da sua empresa
Seis critérios, na ordem em que eliminam opções mais rápido:
- Conformidade primeiro. A solução entrega AFD e AEJ no padrão da fiscalização e assinatura PAdES? Se não entrega, o resto não importa — é ferramenta de produtividade, não sistema de ponto.
- Onde sua equipe bate o ponto. Equipe externa ou híbrida precisa de GPS e cerca eletrônica; equipe em unidade fixa pode resolver com QR Code na recepção.
- Risco de fraude. Marcação por terceiro é o desvio mais comum. Se isso é um problema real na sua operação, o reconhecimento facial com prova de vida deixa de ser opcional — e é aí que o custo aparece.
- Integração com a folha. Exporta para TOTVS, SAP, Sênior, Domínio ou ADP? Sem isso, alguém no DP relança à mão.
- Custo de 12 meses, não o de entrada. Multiplique pelo número real de colaboradores e some implantação, se houver.
- Como você sai. Existe fidelidade? Multa? Você consegue exportar seus arquivos de jornada ao encerrar? Os cinco anos de retenção são obrigação sua, não do fornecedor.
Se o critério é o menor custo por colaborador com a jornada já calculada e a fiscalização atendida, o Otimiza no Ponto é o mais barato da lista entre os que publicam preço: de R$ 3,90 a R$ 1,40 por funcionário/mês com GPS, banco de horas, relatórios e AFD/AEJ incluídos — sem taxa de adesão, sem limite de funcionários e sem exigir contrato de outro produto.
Conclusão
Não existe um "melhor sistema de ponto eletrônico" universal — existe o mais adequado ao porte, à jornada e ao risco da sua operação. Para indústria com controle de acesso, Secullum segue forte. Para quem já roda TOTVS, Ahgora resolve dentro do mesmo contrato. Para quem quer preço previsível por colaborador, Genyo publica a tabela completa. Para times de projeto que só precisam medir horas, Jibble entrega muito de graça — sem AFD nem AEJ.
E para a empresa que precisa provar jornada no Brasil pelo menor custo por colaborador, a conta é direta: o Otimiza no Ponto entrega registro conforme a Portaria 671, com AFD, AEJ, GPS, banco de horas e relatórios, de R$ 3,90 a R$ 1,40 por funcionário/mês e sem limite de funcionários — ou de R$ 5,90 a R$ 2,20 com reconhecimento facial e liveness. Se ainda não é hora de digitalizar, a planilha de controle de ponto continua gratuita.
Fontes consultadas em 18/08/2026: TiqueTaque — Planos e Preços · Genyo — Planos e Preços · Oitchau — Planos e Preços · Pontotel — Planos · Sólides — Planos e Preços · Jibble — Preços · PontoMais — ficha no Capterra · TOTVS RH — linha Ahgora · Secullum — licença de uso. Preços de terceiros mudam sem aviso; confira na fonte antes de decidir.