O que vem dentro da planilha de controle de ponto
Esta não é uma tabela vazia com o nome dos dias da semana. É uma ferramenta de controle de jornada montada sobre as regras reais da CLT, organizada em 4 abas:
- Leia-me: instruções de uso em 5 passos e os avisos legais que ninguém te conta antes de adotar planilha como controle oficial.
- Configuração: dados da empresa, jornada diária padrão, tolerância e adicional de hora extra — mais a lista de até 30 funcionários que alimenta a lista suspensa da folha.
- Folha de Ponto mensal: a folha clássica — entrada, saída para intervalo, retorno e saída — com colunas calculadas de horas trabalhadas, horas extras, atrasos e saldo do dia. Marque férias, atestado, feriado ou falta na coluna de ocorrência e a jornada prevista se ajusta sozinha. Fins de semana ficam sombreados automaticamente. No rodapé, totais do mês e campos de assinatura para impressão.
- Banco de Horas: o saldo de cada mês, por funcionário, com acumulado anual — positivo é crédito, negativo é débito.
As fórmulas fazem o trabalho chato (e aplicam a CLT do jeito certo)
O erro mais comum das planilhas de ponto encontradas por aí é tratar qualquer minuto além da jornada como hora extra. A CLT não funciona assim: o Art. 58, §1º estabelece tolerância de até 10 minutos diários — mas, se o limite for ultrapassado, conta-se todo o tempo excedente, não só o que passou dos 10 minutos. As fórmulas desta planilha aplicam exatamente essa regra, tanto para horas extras quanto para atrasos.
As horas trabalhadas descontam o intervalo automaticamente e suportam jornada que atravessa a meia-noite. O saldo do dia e o saldo do mês saem em horas decimais, prontos para alimentar o banco de horas ou a conversa com a contabilidade.
A regra em números: uma semana calculada pela planilha
Jornada de 8h, intervalo de 1h, tolerância de 10 minutos. Veja o que a regra do Art. 58, §1º faz com cada dia — repare que 8 minutos a mais não geram nada, mas 20 minutos a mais contam por inteiro:
| Dia | Entrada | Saída int. | Retorno | Saída | Trabalhadas | Resultado do dia |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Seg | 08:00 | 12:00 | 13:00 | 17:00 | 8h00 | 0h00 — jornada exata |
| Ter | 08:00 | 12:00 | 13:00 | 17:20 | 8h20 | +0h20 de hora extra (passou dos 10 min → conta tudo) |
| Qua | 08:00 | 12:00 | 13:00 | 17:08 | 8h08 | 0h00 — dentro da tolerância de 10 min |
| Qui | 08:12 | 12:00 | 13:00 | 17:00 | 7h48 | −0h12 de atraso (passou dos 10 min → conta tudo) |
| Sex | 07:55 | 12:00 | 13:00 | 17:03 | 8h08 | 0h00 — dentro da tolerância de 10 min |
| Fechamento da semana | 40h24 | +0h20 extra · −0h12 atraso · saldo +0h08 | ||||
É exatamente esse cálculo, dia a dia, que a planilha faz sozinha — e que vira o saldo do mês na aba de banco de horas.
Teste agora: calcule um dia de trabalho
A mesma lógica das fórmulas da planilha: desconta o intervalo, compara com a jornada e aplica a tolerância de 10 minutos do Art. 58, §1º da CLT. Funciona até para turno que vira a madrugada.
Gostou do resultado? A planilha faz isso para os 31 dias do mês, para cada funcionário — baixe grátis no topo da página.
O que uma planilha de ponto não faz — e é melhor saber agora
Sejamos honestos, porque é o seu passivo trabalhista que está em jogo. A planilha resolve o controle do dia a dia de equipes pequenas, mas ela tem três limites estruturais:
- Ela só vale como registro se for impressa e assinada. O controle manual de jornada (CLT, Art. 74, §2º) exige a folha assinada pelo funcionário. Planilha digital sem assinatura não é registro — é anotação.
- Ela não é ponto eletrônico. A Portaria 671/2021 define o que é um REP (registrador eletrônico de ponto) e os arquivos fiscais que ele precisa gerar — AFD e AEJ. Nenhuma planilha gera esses arquivos. Se a fiscalização pedir, não há o que exportar.
- Ela é editável — e isso pesa contra a empresa. Em ação trabalhista, um controle que qualquer pessoa altera depois do fato tem valor probatório frágil. A Justiça do Trabalho costuma presumir verdadeira a jornada alegada pelo funcionário quando o registro da empresa não é confiável.
E há o limite dos 20: empresas com mais de 20 empregados são obrigadas a registrar a jornada. Dá para cumprir a obrigação no papel assinado, mas o custo operacional de imprimir, assinar, conferir e arquivar folha por folha, mês a mês, cresce rápido — e qualquer falha vira passivo.
De 1943 à Portaria 671: como o registro de ponto virou lei
A régua ficou mais clara, não mais frouxa: o que a Portaria 671 fez foi padronizar como o registro eletrônico vale — e é por isso que os arquivos AFD e AEJ importam tanto na fiscalização. Detalhes no guia da Portaria 671.
Planilha grátis ou ponto eletrônico? Compare e decida
| Planilha (esta página) | Otimiza no Ponto — sistema | |
|---|---|---|
| Custo | Grátis | R$ 2,90 a R$ 0,30 por funcionário/mês, já com reconhecimento facial e liveness, sem taxa de adesão (tabela de setembro/2026, revista periodicamente, que pode aumentar os valores) |
| Marcação | Digitação manual dos horários | Celular ou computador, com selfie + localização GPS |
| Cálculo de horas | Fórmulas prontas (extras, atrasos, banco de horas) | Automático, com 30+ relatórios |
| Validade fiscal (Portaria 671) | Não gera AFD/AEJ; vale só impressa e assinada | Gera AFD e AEJ; registros guardados por 5 anos |
| Proteção contra alteração | Nenhuma — arquivo editável | Registro com trilha de auditoria |
| Integração com a folha | Copiar e colar | Exportação para ADP, TOTVS, Senior e outros |
| Melhor para | Até ~10 funcionários, jornada simples | Qualquer porte — obrigatório considerar acima de 20 empregados |
Esta planilha é o gratuito da casa: baixe, use e fique com ela. O que é pago é o sistema — o Otimiza no Ponto custa por funcionário/mês, a partir de R$ 0,30, já com reconhecimento facial e sem taxa de adesão, e é ele que gera AFD e AEJ. Até 23 de agosto de 2026 o registro do sistema também era gratuito; desde 24 de agosto, não é mais. Veja quanto custa o ponto eletrônico →
Como usar a planilha em 5 passos
- Preencha a aba Configuração: empresa, jornada padrão, tolerância e funcionários.
- Na Folha de Ponto, escolha o funcionário na lista suspensa e defina o mês de referência.
- Lance os horários de cada dia — o resto calcula sozinho.
- Marque ocorrências (férias, atestado, feriado, falta) para ajustar a jornada prevista do dia.
- Duplique a aba para cada funcionário e, no fechamento, leve o saldo do mês ao Banco de Horas.
No fim do mês: imprima, colha a assinatura do funcionário e arquive. É isso que transforma a planilha em controle manual válido.
Perguntas frequentes
A planilha é grátis mesmo?
Sim. O cadastro (nome, e-mail, empresa e WhatsApp) libera o download na hora, sem e-mail de confirmação e sem cobrança em nenhuma etapa.
Funciona no Google Sheets?
Sim — as fórmulas e listas suspensas são compatíveis com Excel, Google Sheets e LibreOffice Calc. Importe o .xlsx no Google Drive e abra com o Sheets.
Serve para jornada 12x36 ou escala de revezamento?
A folha calcula qualquer par de entrada/saída, inclusive virando a madrugada. Mas escalas especiais têm regras próprias de convenção coletiva — para 12x36, leia o guia de ponto na jornada 12x36 e confirme com seu contador.
Minha empresa tem mais de 20 funcionários. Posso usar só a planilha?
Pode, desde que imprima e colha assinatura todo mês — o registro é obrigatório na sua faixa (CLT, Art. 74, §2º). Mas avalie o custo disso contra um sistema gratuito que gera AFD/AEJ e elimina o papel. A comparação completa está em ponto eletrônico gratuito vs. pago.
Leituras que completam a planilha
- Controle de ponto para pequenas empresas: o guia prático
- Como calcular hora extra sem errar
- Portaria 671: o que é REP, AFD e AEJ
- Ponto eletrônico é obrigatório? Entenda a regra dos 20
- Ponto eletrônico: o guia completo
Pronto para aposentar a planilha?
Ponto eletrônico a partir de R$ 0,30 por funcionário/mês, com AFD/AEJ da Portaria 671 e exportação para a folha. Ativação em minutos, sem cartão de crédito.
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