A roteirização de vale transporte é uma das estratégias mais eficazes para reduzir custos com VT nas empresas brasileiras. Consiste em analisar o trajeto de cada colaborador e encontrar a rota mais econômica, aproveitando integrações tarifárias e eliminando trechos desnecessários. Empresas que adotam a roteirização reduzem em até 20% os custos de trajetos — e, com a gestão completa do VT, a economia total chega a até 40% — sem cortar benefícios do colaborador.
O que é roteirização de vale transporte
Roteirização de vale transporte é o processo de mapear e otimizar o trajeto de cada colaborador entre sua residência e o local de trabalho, identificando a combinação de linhas de transporte público que oferece o menor custo sem prejudicar o tempo de deslocamento.
Na prática, muitos colaboradores declaram um itinerário que não é o mais econômico. Isso acontece por hábito, desconhecimento de novas linhas ou integrações, ou simplesmente porque ninguém nunca analisou o trajeto de forma técnica.
A roteirização resolve isso com análise sistemática baseada em dados de geolocalização, tarifas vigentes e malha de transporte público. O resultado é um itinerário otimizado que mantém a qualidade do deslocamento e reduz o custo para a empresa.
Diferente de cortar o benefício, a roteirização de vale transporte apenas substitui o caminho declarado por uma alternativa equivalente mais barata — o colaborador continua chegando ao trabalho no mesmo tempo, usando transporte público.
A roteirização de vale transporte é legal?
Sim. A roteirização de vale transporte é perfeitamente legal e amparada pela legislação trabalhista brasileira. A Lei 7.418/85 garante o vale transporte para o deslocamento casa-trabalho, mas não obriga a empresa a custear o itinerário mais caro quando existe alternativa equivalente mais econômica.
Para que a roteirização seja juridicamente segura, é necessário que:
- O colaborador seja informado sobre a mudança de itinerário e o motivo
- O trajeto seja viável: não pode ser excessivamente mais longo ou desconfortável
- O tempo de deslocamento seja razoável: a economia não pode vir às custas de horas a mais no transporte (recomenda-se no máximo 30 minutos adicionais)
- O colaborador assine nova declaração de VT: formalizando o novo itinerário conforme o art. 112 do Decreto 10.854/2021 (que revogou o antigo Decreto 95.247/87)
A jurisprudência trabalhista tem confirmado que a empresa pode escolher o itinerário mais econômico, desde que respeite as condições acima. Diversas decisões do TST reforçam que o empregador tem o direito de definir a rota quando oferece alternativas viáveis.
Tipos de roteirização: manual vs automatizada
Existem duas abordagens para roteirizar o vale transporte, cada uma com vantagens e limitações:
Roteirização manual
O analista de RH ou DP consulta individualmente cada trajeto em ferramentas como Google Maps, verifica as tarifas no site das operadoras de transporte e compara manualmente as opções. É viável para empresas com até 30-50 colaboradores, mas torna-se impraticável em escalas maiores.
- Tempo médio: 15 a 30 minutos por colaborador
- Risco de erro humano na consulta de tarifas e integrações
- Difícil manter atualizada quando há reajustes tarifários
Roteirização automatizada (com IA)
Plataformas especializadas em roteirização de vale transporte, como a Otimiza.pro, utilizam algoritmos de inteligência artificial que cruzam automaticamente dados de geolocalização dos colaboradores com a malha de transporte público, tarifas vigentes e regras de integração tarifária de cada cidade.
- Analisa centenas ou milhares de colaboradores em minutos
- Atualiza automaticamente quando há reajuste de tarifa
- Considera regras de integração temporal, bilhete único e intermodal
- Gera relatórios comparativos (rota atual vs otimizada) para cada colaborador
| Critério | Roteirização Manual | Roteirização Automatizada |
|---|---|---|
| Tempo por colaborador | 15-30 min | Segundos |
| Escalabilidade | Até 50 colaboradores | Ilimitada |
| Precisão | Sujeita a erro humano | Baseada em dados reais |
| Atualização de tarifas | Manual (risco de atraso) | Automática |
| Custo | Hora do analista | Plataforma (ROI em 1 mês) |
Como um sistema de geoprocessamento monta o trajeto de VT
Calcular o trajeto parece um problema de mapa, e não é. Mapa responde como ir de carro de A até B. A pergunta do vale-transporte é outra e é bem mais estreita: quais meios de transporte público realmente existem entre estes dois endereços, quanto custam com a regra tarifária deste município, e o trajeto cabe na jornada da pessoa? Três perguntas, e só a primeira é geografia.
No Otimiza VT Pro, o cálculo passa por cinco camadas. A ordem importa: cada uma só faz sentido depois que a anterior fechou.
- Geocodificação. O endereço declarado vira coordenada. É a etapa que mais falha em silêncio: CEP genérico, número inexistente, complemento no campo errado. Um endereço mal resolvido produz um trajeto perfeitamente calculado — e errado.
- Cobertura de embarque. Quais pontos de parada, estações e terminais existem dentro de um raio caminhável de cada ponta. Não é o ponto mais próximo: é o conjunto de pontos que abre opções diferentes.
- Rede de serviços. Quais linhas e serviços passam por esses pontos, para onde vão, e quais deles se conectam entre si — inclusive quando a conexão cruza a divisa do município.
- Tarifa e integração. O preço real daquele par de pontos, sob a regra do município: integração temporal, bilhete único, gratuidade, tarifa intermunicipal. É aqui que dois trajetos com a mesma distância passam a custar valores diferentes.
- Viabilidade. Tempo total, número de conduções e metros a pé. Um trajeto mais barato que acrescenta uma hora ao dia da pessoa não é economia — é rotatividade.
O que sai é uma lista, não uma resposta única: os trajetos possíveis, cada um com custo diário, tempo e número de conduções. A decisão de qual adotar continua sendo da empresa e do colaborador — e é assim que tem de ser, porque o art. 112 do Decreto 10.854/2021 põe a declaração do trajeto na mão de quem se desloca.
Por que isso exige uma base própria de transporte público
A pergunta que quase ninguém faz: de onde vêm os dados de linhas e tarifas? A resposta incomoda. No Brasil, não existe uma base nacional de transporte público de onde baixar isso.
“Atualmente, o Brasil não dispõe de uma base centralizada, atualizada e confiável de dados. As informações existentes são fragmentadas, muitas vezes baseadas em estimativas.”
Discussão sobre financiamento do transporte público conduzida pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), abril de 2026. O contraste citado no próprio debate: a saúde tem o DataSUS e a educação tem o censo do Inep — o transporte coletivo segue sem sistema equivalente.
A dimensão do problema aparece quando alguém tenta mapear a rede de verdade. Em 2016, o IBGE levantou as ligações de transporte público coletivo entre cidades brasileiras e encontrou 65.639 pares de ligações entre 5.423 sedes municipais, qualificadas por frequência semanal, tipo de veículo, tempo e preço. O detalhe que interessa aqui é o método: para obter isso, o instituto foi a campo — a coleta foi feita "nos terminais rodoviários e hidroviários, nos pontos de vendas de passagem, nas paragens de ônibus e nos locais de transporte alternativo de todos os municípios do Brasil". Nem o IBGE conseguiu baixar essa informação de algum lugar.
No transporte urbano, que é o que interessa ao vale-transporte, o quadro é o mesmo. O padrão aberto que descreveria linhas, paradas e horários de forma legível por máquina — o GTFS — é publicado por um punhado de capitais; a maior parte dos municípios brasileiros não publica nada, e em muitos casos o itinerário só existe em posse do próprio operador.
Some a isso o fato de que a malha muda o tempo todo. O Anuário NTU 2025-2026 estima o custo anual do sistema de ônibus urbano brasileiro em R$ 75,7 bilhões, dos quais 80% são pagos diretamente pelo passageiro — um sistema desse tamanho, sob pressão de custeio, reorganiza linha e reajusta tarifa continuamente. Uma base de transporte público não é um arquivo que se baixa uma vez: é algo que se mantém.
É por isso que a base é o produto. A Otimiza mantém uma base própria e privada de transporte público brasileiro, construída ao longo dos anos de operação de vale-transporte e cobrindo todas as regiões do país. Ela existe para responder a uma pergunta específica que nenhum mapa de rota responde: entre estes dois endereços, quais meios de transporte público existem — e quanto custa cada um sob a regra tarifária deste município?
Há uma consequência prática disso que separa roteirização de relatório: no Otimiza VT Pro o trajeto calculado tem de ser executável. Não basta que a linha exista no papel — a recarga precisa existir na operadora que atende aquele trajeto, senão o cálculo vira um PDF bonito e o colaborador continua sem passagem. É o que liga o geoprocessamento à operação de compra do benefício.
Os números que descrevem o problema
Referências públicas, com a fonte e o ano de cada uma:
Os dados acima descrevem o mercado, não a Otimiza. São citados porque explicam por que este cálculo é difícil — e por que quem o faz precisa manter base própria.
Fazer internamente ou contratar uma empresa de roteirização?
Roteirizar não exige fornecedor. A pergunta certa não é o tamanho da empresa, e sim com que frequência o dado de entrada muda: endereço de colaborador, linha de ônibus, tarifa e regra de integração. Enquanto isso muda pouco, a planilha se sustenta. Quando muda toda semana, o custo de manter a planilha correta passa a ser maior que o da ferramenta.
Quando a planilha ainda dá conta
- Operação em uma cidade só, sem integração tarifária entre municípios.
- Quadro estável, com poucas admissões e desligamentos por mês.
- Endereços conferidos na admissão e revisados pelo menos uma vez por ano.
- Alguém no RH com tempo reservado para refazer a conta quando a tarifa sobe.
Quando contratar passa a compensar
- Mais de uma cidade — cada uma tem tarifa, integração e janela de recarga próprias.
- Rotatividade alta: cada admissão é um trajeto novo para calcular dentro do prazo da folha.
- Necessidade de trilha de auditoria — mostrar em que data o trajeto foi calculado e com que tarifa.
- Recarga distribuída entre várias operadoras, em que o erro só aparece no fechamento.
O que checar antes de contratar uma empresa de roteirização de VT
Independente do fornecedor escolhido, estas seis perguntas separam ferramenta de promessa:
- Cobre as operadoras que você usa hoje? Roteirizar sem executar a recarga na operadora certa devolve um relatório, não uma economia.
- A tarifa é atualizada por quem? Peça a data da última atualização das cidades onde você opera.
- Como trata a integração tarifária? Em capitais com bilhete integrado, ignorar a integração infla o cálculo — e o desconto de 6% do colaborador junto.
- Qual o prazo entre a admissão e o trajeto pronto? Se não fecha dentro do ciclo da folha, o benefício sai errado no primeiro mês.
- Gera evidência? Você precisa conseguir mostrar o trajeto, a data e a tarifa usada em cada cálculo.
- O que acontece quando o colaborador contesta? O art. 112 do Decreto 10.854/2021 põe a declaração do trajeto na mão do colaborador — o processo precisa suportar revisão, não só cálculo.
O Otimiza VT Pro responde às seis, e é possível conferir isso antes de assinar qualquer coisa. Mas o critério acima vale para qualquer fornecedor — inclusive para decidir que, no seu caso, ainda não é hora de contratar nenhum.
Quer ver quanto sua empresa pode economizar com roteirização?
A Otimiza.pro faz o diagnóstico gratuito de roteirização do VT da sua empresa em minutos. Sem compromisso.
Solicitar PropostaPasso a passo para implementar a roteirização de vale transporte
Siga este guia prático para implementar a roteirização de VT na sua empresa:
1. Levantar endereços atualizados dos colaboradores
Solicite comprovante de residência recente de todos os colaboradores. Endereços desatualizados invalidam qualquer análise de roteirização. Na admissão, muitos funcionários mudam de endereço sem comunicar o RH — e a empresa continua pagando VT com base no endereço antigo.
Dica: aproveite para verificar se há colaboradores que mudaram para perto da empresa e não precisam mais de VT (distância inferior a 1 km), ou que passaram a usar veículo próprio.
2. Mapear a malha de transporte público disponível
Identifique todas as opções de linhas de ônibus, metrô, trem, VLT e integrações tarifárias disponíveis em cada trajeto casa-trabalho. Nas grandes capitais, existem dezenas de combinações possíveis — e muitas vezes a mais óbvia não é a mais barata.
3. Simular rotas alternativas e calcular custos
Compare o custo do itinerário atual declarado pelo colaborador com rotas alternativas. Considere:
- Integrações tarifárias (bilhete único, cartão integrado)
- Linhas alimentadoras vs linhas troncais
- Combinação ônibus + metrô vs ônibus + ônibus
- Linhas com tarifa diferenciada em horário de pico
4. Validar viabilidade de tempo e conforto
Garanta que o novo trajeto não aumente mais de 30 minutos no tempo total de deslocamento. Verifique também a frequência das linhas (intervalo entre ônibus), segurança do trajeto e acessibilidade dos pontos de embarque.
Um trajeto mais barato mas com 3 baldeações e 1 hora a mais de deslocamento não é viável e pode gerar passivo trabalhista.
5. Comunicar colaboradores e coletar nova declaração de VT
Apresente a nova rota ao colaborador, explique os motivos da mudança e colete a assinatura na nova declaração de vale transporte. Essa etapa é obrigatória por lei — a empresa não pode alterar o itinerário sem o conhecimento do colaborador.
Recomenda-se uma comunicação positiva: "identificamos uma rota equivalente que reduz custos para a empresa, mantendo o mesmo tempo de deslocamento para você".
6. Implementar, monitorar e ajustar
Aplique as novas rotas na compra de VT do mês seguinte. Acompanhe mensalmente os custos e compare com o período anterior à roteirização. Ajuste quando houver mudanças de tarifa, endereço ou malha de transporte.
Quanto é possível economizar com roteirização de vale transporte
A roteirização reduz em até 20% os custos de trajetos. Combinada à gestão inteligente do VT, a economia total varia conforme o perfil da empresa, localização e porte:
| Perfil da Empresa | Economia Média | Exemplo (100 colab.) |
|---|---|---|
| Empresa em capital com integração tarifária | 15-25% | R$ 3.000 a R$ 5.000/mês |
| Empresa em região metropolitana | 25-35% | R$ 5.000 a R$ 7.000/mês |
| Empresa com filiais em várias cidades | 30-40% | R$ 6.000 a R$ 10.000/mês |
| Empresa em município sem integração | 40% | R$ 1.500 a R$ 3.000/mês |
A economia é maior em cidades que possuem sistemas de integração tarifária (como o Bilhete Único em São Paulo ou a integração temporal no Rio de Janeiro), pois existem mais combinações possíveis de modais com desconto.
Calculadora: Quanto sua empresa pode economizar com roteirização + gestão de VT
Simule a economia total estimada (roteirização + gestão inteligente) com base no perfil da sua empresa
Exemplo prático de roteirização com números reais
Veja um caso real de roteirização para uma empresa com 150 colaboradores na região metropolitana de São Paulo:
Situação antes da roteirização
- Custo mensal total de VT: R$ 67.500
- Custo médio por colaborador: R$ 450/mês
- 42 colaboradores usando 2 conduções sem integração tarifária
- 18 colaboradores com itinerário desatualizado (endereço antigo)
- 6 colaboradores morando a menos de 1 km da empresa
Ações realizadas na roteirização
- Atualização de endereços: 18 colaboradores tinham endereço diferente do declarado
- Substituição de rotas: 42 colaboradores migraram para rotas com Bilhete Único (2 conduções pelo preço de 1)
- Remoção de VT desnecessário: 6 colaboradores passaram a ir a pé (distância inferior a 1 km)
- Otimização de modal: 12 colaboradores trocaram ônibus intermunicipal por trem + alimentador
Resultado após roteirização
- Novo custo mensal: R$ 44.550
- Economia mensal: R$ 22.950 (34%)
- Economia anual: R$ 275.400
- Tempo médio de deslocamento: praticamente inalterado (+8 min em média)
7 erros comuns na roteirização de vale transporte
Evite estes erros que comprometem os resultados da roteirização:
- Não atualizar endereços antes de roteirizar — usar o endereço da admissão (que pode ter anos) gera rotas incorretas e economia fictícia
- Ignorar integrações tarifárias da cidade — cada cidade tem regras específicas de bilhete único, integração temporal e cartão integrado. Não conhecê-las é desperdiçar a maior fonte de economia
- Forçar trajetos inviáveis para o colaborador — reduzir custos às custas de 2 horas a mais no transporte gera insatisfação, turnover e risco trabalhista
- Não coletar nova declaração de VT — alterar o itinerário sem a assinatura do colaborador é ilegal e pode gerar passivo
- Roteirizar apenas uma vez e nunca mais revisar — tarifas mudam, colaboradores mudam de endereço, linhas são criadas ou extintas. A roteirização precisa ser periódica
- Usar apenas Google Maps como referência — o Google Maps não considera tarifas, integrações ou regras de bilhete único. É útil para distância e tempo, mas insuficiente para custo
- Não considerar o retorno (trabalho→casa) — algumas integrações valem apenas em um sentido. O custo do trajeto de volta pode ser diferente do de ida
Integração tarifária nas principais capitais
A integração tarifária é o maior aliado da roteirização de vale transporte. Conheça como funciona nas principais capitais:
| Cidade | Sistema de Integração | Janela Temporal | Economia Potencial |
|---|---|---|---|
| São Paulo | Bilhete Único (SPTrans) | 3 horas | Até 50% por trecho |
| Rio de Janeiro | Bilhete Único Carioca + RioCard | 3 horas | Até 40% por trecho |
| Belo Horizonte | Integração BHBUS | 1h30 | Até 35% por trecho |
| Curitiba | Integração nos terminais URBS | Sem limite nos terminais | Até 45% por trecho |
| Brasília | Integração DFTrans | 2 horas | Até 30% por trecho |
| Porto Alegre | TRI (Passagem Integrada) | 1 hora | Até 35% por trecho |
| Salvador | Integração SalvadorCard | 2 horas | Até 30% por trecho |
Para uma análise detalhada das tarifas de transporte em 2026 por capital, consulte nosso guia atualizado.
Checklist de roteirização de vale transporte para o RH
Use este checklist para garantir que a roteirização seja feita corretamente:
-
Antes da roteirização:
- Atualizar cadastro de endereços de todos os colaboradores
- Solicitar comprovante de residência recente
- Mapear colaboradores que mudaram de endereço nos últimos 12 meses
- Verificar colaboradores com distância inferior a 1 km da empresa
-
Durante a roteirização:
- Consultar tarifas vigentes de cada operadora de transporte
- Verificar regras de integração tarifária da cidade
- Simular pelo menos 2 rotas alternativas por colaborador
- Calcular tempo de deslocamento de cada alternativa
- Documentar economia potencial por colaborador
-
Após a roteirização:
- Comunicar cada colaborador individualmente sobre a nova rota
- Coletar assinatura na nova declaração de VT
- Atualizar o pedido de compra de VT com os novos itinerários
- Acompanhar custos no primeiro mês para validar a economia
- Agendar próxima revisão (a cada 6 meses ou após reajuste tarifário)
Quando revisar a roteirização de vale transporte
A roteirização não é um evento único — ela precisa ser revisada periodicamente. Os principais gatilhos são:
- Reajuste tarifário: quando as tarifas mudam, rotas que antes eram mais baratas podem deixar de ser. Geralmente os reajustes ocorrem uma vez por ano em cada cidade
- Mudança de endereço: quando um colaborador se muda, o itinerário precisa ser recalculado
- Admissão de novos colaboradores: cada novo funcionário deve ter seu trajeto roteirizado desde o início
- Alteração na malha de transporte: criação ou extinção de linhas, inauguração de estação de metrô ou terminal de integração
- Revisão semestral: mesmo sem mudanças evidentes, uma revisão a cada 6 meses garante que a empresa não está pagando mais do que deveria
Com a roteirização automatizada da Otimiza.pro, essas atualizações são feitas automaticamente — a plataforma monitora reajustes tarifários e recalcula rotas sem intervenção manual.
Perguntas frequentes sobre roteirização de vale transporte
Como funciona um sistema de geoprocessamento de vale transporte?
O cálculo passa por cinco camadas, nesta ordem: geocodificação (transformar o endereço declarado em coordenada), cobertura de embarque (quais paradas, estações e terminais existem no raio caminhável de cada ponta), rede de serviços (quais linhas passam por esses pontos e quais se conectam entre si, inclusive cruzando a divisa do município), tarifa e integração (o preço real daquele par de pontos sob a regra tarifária do município) e viabilidade (tempo total, número de conduções e metros a pé). O resultado é uma lista de trajetos possíveis com custo diário e tempo — não uma resposta única, porque o art. 112 do Decreto 10.854/2021 põe a declaração do trajeto na mão do colaborador. Veja as cinco camadas em detalhe.
Existe uma base nacional de dados de transporte público no Brasil?
Não. Em debate sobre financiamento do transporte público conduzido pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP) em abril de 2026, registrou-se que o Brasil não dispõe de uma base centralizada, atualizada e confiável de dados, e que as informações existentes são fragmentadas e muitas vezes baseadas em estimativas — enquanto a saúde tem o DataSUS e a educação tem o censo do Inep, o transporte coletivo segue sem sistema equivalente. O padrão aberto GTFS é publicado por poucas capitais. Por isso, calcular trajeto de vale-transporte em qualquer cidade do país exige manter base própria de linhas e tarifas.
O que é roteirização de vale transporte?
Roteirização de vale transporte é o processo de analisar e otimizar o trajeto de cada colaborador entre casa e trabalho, encontrando a combinação de linhas de transporte público mais econômica, sem prejudicar o tempo de deslocamento. Utiliza dados de geolocalização, tarifas vigentes e malha de transporte para identificar rotas mais baratas.
A roteirização de vale transporte é legal?
Sim. É perfeitamente legal conforme a Lei 7.418/85. A lei garante o VT para o deslocamento casa-trabalho, mas não obriga a empresa a custear o itinerário mais caro quando existe alternativa equivalente. O colaborador deve ser informado, o trajeto deve ser viável e ele deve assinar nova declaração de VT.
Quanto se economiza com roteirização de VT?
A roteirização reduz em até 20% os custos de trajetos, dependendo da localização da empresa, do número de colaboradores e das integrações tarifárias da região. Combinada à gestão completa do vale-transporte, a economia total chega a até 40%. Empresas em regiões metropolitanas com múltiplas opções de transporte costumam ter as maiores economias.
Qual a diferença entre roteirização manual e automatizada de VT?
A roteirização manual depende de planilhas e análise individual pelo RH, sendo viável para empresas com poucos colaboradores. A automatizada usa algoritmos e IA para processar centenas de trajetos em minutos, com maior precisão e atualização automática de tarifas.
Com que frequência devo refazer a roteirização de VT?
A roteirização deve ser revisada sempre que houver reajuste tarifário, mudança de endereço, alteração na malha de transporte ou admissão de novos funcionários. O ideal é uma revisão geral a cada 6 meses.
Roteirização de vale-transporte é grátis?
O diagnóstico inicial de roteirização de vale-transporte na Otimiza.pro é gratuito: em até 48 horas a empresa recebe um relatório com a economia potencial identificada para cada colaborador, sem custo. A implementação da plataforma é contratada apenas se a empresa optar por aplicar as economias. Existe ainda a calculadora de roteirização online, também gratuita.
Como a roteirização de vale-transporte se relaciona com a NR-1?
A NR-1 passou a exigir das empresas a gestão de riscos psicossociais, incluindo o estresse e a fadiga causados por deslocamentos longos e mal planejados. Uma roteirização bem executada reduz tempo de deslocamento, minimiza baldeações e comprova documentalmente que a empresa analisa e otimiza o trajeto casa-trabalho — servindo como evidência direta de conformidade com a norma.
Em quais cidades do Brasil a roteirização de vale-transporte está disponível?
A roteirização de vale-transporte da Otimiza.pro tem cobertura nacional, com integração ativa em 1.000+ operadoras. Páginas específicas estão disponíveis para São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba e mais de 40 outras capitais e grandes municípios. Novas localidades são ativadas em até 1 semana.
Conclusão
A roteirização de vale transporte é a forma mais eficiente de reduzir custos com VT sem cortar benefícios do colaborador. Com planejamento, conhecimento das integrações tarifárias da sua cidade e as ferramentas certas, é possível reduzir em até 20% os custos de trajetos — e chegar a até 40% de economia total com a gestão completa do VT, o que, para uma empresa com 100 colaboradores, pode significar mais de R$ 60.000 por ano.
Se sua empresa ainda não fez a roteirização ou faz de forma manual, considere uma solução automatizada. A Otimiza.pro oferece uma plataforma completa para gestão de vale transporte, com cobertura nacional, roteirização inteligente por IA, gestão de saldos e compra unificada em todas as operadoras. A eficácia da roteirização da Otimiza foi destaque no Monitor Mercantil, onde uma decisão judicial baseada na gestão inteligente reduziu R$ 69 milhões em custos anuais de VT em SP. Confira a cobertura completa na mídia.
Roteirize o VT de toda a sua empresa automaticamente
A plataforma corporativa da Otimiza.pro calcula a rota mais econômica para cada colaborador e reduz os custos de trajetos em até 20% — com a gestão completa, a economia total no VT chega a 40%. Comece pelo caminho que faz mais sentido pra você:
Prefere conversar? Fale com a Meu Agente Otimiza — ela responde em segundos e monta um mapa da economia potencial da sua empresa.